
Agentes de sistemas diferentes
O Agent2Agent, ou A2A, foi anunciado pelo Google em 9 de abril de 2025 como um protocolo aberto de comunicação entre agentes de inteligência artificial. A proposta é permitir que sistemas construídos com tecnologias e fornecedores diferentes descubram capacidades, troquem informações e coordenem tarefas.
No anúncio, o Google apresentou o A2A como complementar a mecanismos que conectam agentes a ferramentas e contexto. A comunicação entre agentes é um problema específico: envolve saber quem pode fazer o quê e acompanhar o trabalho solicitado até a entrega.
Uma ficha para apresentar capacidades
A especificação do projeto descreve a Agent Card, documento com identidade, capacidades, endpoint de serviço e requisitos de autenticação. O cliente usa essas informações para avaliar como interagir com o agente remoto. Essa descrição oferece um contrato de comunicação; ela não demonstra, por si só, que o serviço cumprirá qualquer tarefa com qualidade.
A mesma especificação organiza mensagens, partes de conteúdo, tarefas e artefatos. Uma resposta pode conter texto, referências a arquivos ou dados estruturados, conforme as capacidades negociadas.
Trabalho que precisa ser acompanhado
Uma tarefa no A2A é uma unidade de trabalho com estado e ciclo de vida. O modelo de interação contempla operações que levam tempo e podem precisar de participação humana. Os artefatos representam resultados concretos produzidos pelo agente, enquanto mensagens permitem comunicar instruções e andamento.
Como consequência editorial, integrar agentes exige mais do que transmitir um pedido em linguagem natural. Também é necessário acompanhar falhas, solicitações de informação adicional e a forma como o resultado será apresentado a quem iniciou o trabalho.
Governança fora de um único fornecedor
Em 23 de junho de 2025, a Linux Foundation anunciou a criação do projeto A2A sob sua governança, com transferência da tecnologia criada pelo Google. O comunicado destacou a intenção de manter desenvolvimento aberto e independente de fornecedor. Esse é um marco histórico do projeto, sem implicar certificação de todos os serviços que adotam o protocolo.
Para avaliar uma aplicação, confira a versão implementada, a documentação das capacidades e os controles de autorização. Como critério de teste, uma tarefa simples deve permitir observar início, progresso e resultado, inclusive quando não pode ser concluída. A interoperabilidade torna a conexão possível; a qualidade operacional continua dependendo dos agentes e dos sistemas envolvidos.
Fontes e leitura complementar
Para aprofundar
Conteúdo preparado com assistência de IA. Conheça nossa política editorial.


